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terça-feira, 13 de setembro de 2011

O vôo das aves requer mais do que penas

A perfeição das penas é só um dos problemas que os evolucionistas enfrentam, pois praticamente todas as partes da ave são projetadas para o vôo. Por exemplo, ela tem ossos leves e ocos, um sistema respiratório com uma eficiência fora do comum e músculos próprios para bater e controlar as asas. Tem até mesmo vários músculos para controlar a posição de penas individuais. E todos esses músculos são ligados por nervos ao pequeníssimo, mas espantoso, cérebro da ave, que é pré-programado para controlar todos esses sistemas de modo simultâneo, automático e preciso. De fato, além das penas, todo esse conjunto incrivelmente complexo é necessário para o vôo.

As várias funções das penas

A penugem de e finas penas compridas chamadas filo plumas ficam distribuídas entre as penas de contorno de muitas aves. Acredita-se que sensores na base das filo plumas alertem a ave de qualquer problema em suas penas externas e que até mesmo a ajudem a avaliar sua velocidade de vôo. As barbas da penugem de pó — o único tipo de pena que nunca pára de crescer nem passa pelo processo de muda — se desintegram formando um pó fino que supostamente contribui para a impermeabilização da plumagem da ave.
Entre outras funções, as penas protegem as aves do calor, do frio e da luz ultravioleta. Por exemplo, os patos marinhos parecem suportar bem os gélidos ventos oceânicos. Como? Debaixo da sua quase impenetrável cobertura de penas de contorno fica uma camada espessa de penas macias e felpudas chamadas penugem lanosa, que pode ter até 17 milímetros de espessura e que cobre a maior parte do corpo do pato. Essa penugem natural é um isolante térmico tão eficiente que nenhum material sintético já inventado se compara a ela.
As penas acabam se desgastando e então as antigas caem e nascem novas durante o processo de muda. Na maioria das aves, a muda das penas das asas e da cauda ocorre numa ordem previsível e equilibrada, mantendo assim a capacidade de vôo.

Considere o falcão e a águia

Os falcões ‘voam muito alto e estendem suas asas ao vento’. Citando o falcão-peregrino como a ave que voa mais rápido, o Guinness — O Livro dos Recordes diz que ele “é a mais rápida criatura viva, quando se arremessa de grandes alturas sobre uma presa em seu território”. Essa ave já chegou a atingir a velocidade de 349 quilômetros por hora ao descer num ângulo de 45 graus!
As águias voam a uma velocidade de quase 130 quilômetros por hora.

Aves que voam alto


 No dia 9 de dezembro de 1967, um piloto de avião avistou um bando de cerca de 30 cisnes-bravos voando em direção à Irlanda a uma incrível altitude de 8.200 metros. Por que estavam numa altitude dessas, onde a temperatura do ar é de aproximadamente 40 °C abaixo de zero? Porque além de evitar as constantes e repentinas tempestades de neve em altitudes mais baixas, eles também aproveitavam uma corrente de vento que os fazia voar a cerca de 200 quilômetros por hora. Estimou-se que as aves completaram seu vôo de 1.300 quilômetros da Islândia à Irlanda em apenas sete horas.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

“Dinossauros evoluíram em aves”?


 As aves são animais de sangue quente, os répteis são animais de sangue frio; as aves incumbam seus ovos, os répteis não; as aves possuem penas, os répteis, escamas; as aves possuem ossos ocos, os dos répteis são sólidos; as aves possuem mecanismos de refrigeração, os répteis não; as aves possuem um coração tetracamaral, os répteis, um tricamaral; as aves têm uma siringe para o canto, os répteis não a possuem.

Mortífero Comércio De Aves

Culpa-se o comércio de aves silvestres pela morte, todo ano, de milhões de aves — os cálculos chegando a atingir cem milhões de mortes. “Há uma taxa de mortalidade de, pelo menos, cinco aves silvestres capturadas para cada uma vendida viva”, afirma a revista sul-africana Personality. Para a captura de aves exóticas, alguns negociantes abatem árvores que abrigam ninhos e apoderam-se dos filhotes que conseguem sobreviver à queda. Outro método é atirar em um bando de aves com ‘chumbinhos’ e pegar as aves que caiam ao chão, com pequenos ferimentos nas asas. Daí segue-se a tarefa de manter vivas as aves e de transportá-las por via aérea a países distantes, aonde não raro chegam mortas. Que lucro poderia isso dar? Explica Personality: “Calcula-se que o número de aves negociadas, segundo estimativas conservadoras, seja de cerca de 5 milhões por ano. Mas este total não inclui o enorme número de aves contrabandeadas. . . Os apreciadores e os colecionadores de aves dispõem-se a pagar até US$ 250.000 por espécies cobiçadas, mas protegidas por lei.”

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

De Olho Nos Predadores

  Os olhos das aves são ao lado da cabeça para que rapidamente possam ver um possível predador, vindo de qual quer direção. Esta posição permite que antecipem todos os perigos de maneira privilegiada, sem a necessidade de olhar para trás. Permitindo as aves maior agilidade para uma fuga de urgência e um melhor controle do ambiente.

sábado, 6 de agosto de 2011

POMBOS - Praga Urbana

AVES DE RAPINA - AVES CARNÍVORA

Aves de rapina, o que são?
  As aves de rapina ("rapina" = raptar, aves que raptam) é um termo utilizado para caracterizar as aves carnívoras diurnas e noturnas que apresentam adaptações para a caça ativa. No geral, as aves de rapina possuem bico curvo e afiado, garras afiadas e fortes, além de serem dotadas de uma excelente visão. As corujas, além das características citadas, possuem uma audição bem sensível sendo capazes de localizar um roedor caminhando no solo na mais completa escuridão. Outra adaptação especial das corujas são suas penas de vôo macias, característica na qual evita turbulência no bater de asas garantindo um vôo silencioso que aumenta a eficiência nas caçadas.
  Encontrada em praticamente todos os continentes, as aves de rapina vivem tanto nas matas tropicais como nas montanhas mais elevadas. Tais aves apresentam uma grande variedade de formas e tamanhos, havendo tanto aquelas com pouco mais de 100 g como o gaviãozinho (Gampsonyx swainsonii) até representantes imponentes como o gavião-real (Harpia harpyja), que apresenta envergadura de quase 2 metros e fêmeas de até 9 kg.
Classificação
  Apesar das várias características compartilhadas, as aves de rapina não formam um táxon monofilético, pois agrupa aves pertencentes a linhagens distintas. Pertencem ao grupo das "Aves de Rapina" as seguintes Ordens: Accipitriformes (Águias e Gaviões), Falconiformes (Falcões e Caracarás) e Strigiformes (Corujas). Os urubus do Novo Mundo (Cathartiformes) são muitas vezes inseridos entre as aves de rapina, mas existem estudos que mostram que este grupo é mais relacionado aos Ciconiformes, diferentes dos Abutres do Velho mundo, que são da ordem Accipitriformes (Sick, 1997). Apesar disso, este site também aborda os urubus brasileiros, visto sua grande importância no meio ambiente, comportamento e morfologia parecida com as aves de rapina.
Numero de espécies
  Com base nos dados existentes, existem mais de 500 espécies de aves de rapina no mundo, 300 só de gaviões, falcões e águias (Accipitriformes e Falconiformes) e 212 só de corujas (Strigiformes). Não existe um número exato, pois alguns autores consideram alguns táxons como espécies enquanto outros cientistas classificam como subspéciés. No Brasil, existem 69 espécies de águias gaviões e falcões (sendo 48 da Ordem Accipitriformes e 21 de Falconiformes), 23 corujas (Strigiformes) e 6 espécies de urubus e, aliado aos outros países da região neotropical, concentra o maior número de espécies de rapinantes do mundo.
As aves de rapina brasileiras podem ser classificadas em 10 grupos:
Águias: As águias ou águias-de-campo são as espécies planadoras de grande porte da Família Accipitridae (táxons: Harpyhaliaetus coronatus e Buteo melanoleucus). De aparência robusta, as duas espécies desse grupo possuem asas longas e amplas e caudas de tamanho médio. No geral caçam em ambientes de vegetação aberta, sobrevoando um local até avistar a presa e atirando-se contra ela capturando-a com suas garras afiadas e fortes. A águia-chilena e a águia-cinzenta podem comer carniça ocasionalmente. Apesar de pertencer a Família Pandionidae, a águia-pescadora (Pandion haliaetus) é por vezes inserida neste grupo devido ao seu próprio nome popular e grande porte, esta é especializada na pesca.
Águias-florestaisGrupos dos accipitrídeos estritamente florestais de médio a grande porte e todos são possuidores de penacho (gêneros: Spizaetus, Morphnus e Harpia). Também de aparência robusta, suas asas não são tão longas, porém largas e cauda relativamente grande, aerodinâmica especializada em vôo ágil e boa manobridade dentro da floresta.
AçoresSão os accipitrídeos pertencentes ao gênero Accipiter. São excelentes caçadores, tem asas curtas, pescoço pequeno e caudas longas, aerodinâmica adaptada à caça através de emboscadas em áreas florestadas e bosques. Grande maioria das espécies brasileiras é especializada na captura de aves, como é o caso do Accipiter bicolor e do Accipiter striatus.
GaviõesSão os accipitrídeos de pequeno a médio porte pertencentes as Subfamílias Buteonine e Sub-buteonine. O termo abrange uma grande variedade de espécies. No geral possuem asas longas e amplas, ideal para planar. Costumam forragear sobrevoando a área de caça ou aguardando a presa a partir de um poleiro.
Gaviões-milanos: Grupo dos accipitrídeos da Subfamília Milvíne, Pernine e Elanine (Gêneros: Leptodon, Chondrohierax, Elanoides, Gampsonyx, Elanus, Rostrhamus, Helicolestes, Harpagus, Ictinia). Grande parte tem comportamento sociável, algumas espécies como o gavião-peneira, gavião-tesoura e outros, costumam nidificar em colônias. Possuem asas largas e pernas mais fracas, muitas espécies são insetívoras ou caçam pequenos vertebrados.
TartaranhõesGrupo dos accipitrídeos do gênero Circus. Possuem asas e caudas longas e pernas finas. A maioria usa a combinação de sua visão aguçada e audição apurada para caçar pequenos vertebrados, deslizando sobre suas longas asas e circulando a baixa altura sobre pântanos e alagados.
Caracaras: Pertencem a este grupo os falconídeos da Subfamília Caracanine (Gêneros: Caracara, Milvago, Daptrius e Ibycter). Ao contrário dos outros falconídeos, estes têm hábitos generalistas, alguns onívoros e não são caçadores aéreos, são lentos e muitas vezes consomem animais já mortos ou debilitados (há exceções).
FalcõesSão todos os falconídeos pertencentes ao gênero Falco (incluindo o Spiziapterix). São pequenos e ágeis. Possuem asas longas, afiladas e cauda curta, aerodinâmica especializada a vôos de caça em alta velocidade e para execução de manobras em frações de segundo. É neste grupo que está inserido o falcão peregrino, capaz de descer em vôo picado a velocidades que podem ultrapassar 250 km/h.
Falcões-florestaisSão os falconídeos florestais do gênero Micrastur (incluindo o Hepertotheres). São endêmicas das Américas, encontrado do México, América Central e grande parte da América do Sul. As maiorias são estritamente florestais (exceção ao Hepertotheres). Assim como os Açores, os falcões-florestais possuem asas curtas e caudas longas, aerodinâmica ideal para à caça em ambientes de floresta. Além disso, os Micrastus sp tem uma audição extraordinária, possuindo pequenos discos faciais semelhante aos das corujas. A maioria são difíceis de serem vistos, já que raramente voa acima do dossel da mata, são mais ouvidos do que vistos.
Corujas: São todos os membros da Ordem Strigiformes, a maioria possui hábitos noturnos, com incríveis adaptações utilizadas para caçar em condições de pouca ou nenhuma luminosidade, destacando-se sua excelente audição e sua visão especializada, além de sua plumagem especial que reduz a turbulência durante o vôo, possibilitando vôos extremamente silenciosos, de modo a não serem detectadas pelas suas presas. Diferentemente de boa parte das aves, a maioria das corujas não constrói ninhos, habitando buracos em árvores, tocos, edifícios e no solo, ou utilizando-se de ninhos de outras espécies. Neste grupo encontram-se as corujinhas-caburé (Glaucidium sp); as corujinhas-do-mato (Megascops sp); Mochos (Asio sp) e as Suindaras (Tyto alba).

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

O Que Estão Acontecendo Com As Aves

   Estimativas de morte de aves causadas anualmente por atividades humanas nos Estados Unidos
    ■    Torres de comunicação – 40 milhões
    ■    Pesticidas – 74 milhões
    ■    Vidraças – de 100 milhões a 1 bilhão
  Destruição do habitat – desconhecido, mas possivelmente o fator mais prejudicial