Mesmo dormindo, os andorinhões conseguem voar e ficar dentro do seu território — sem que o vento os leve para longe. Para descobrir a técnica dessas aves, os ornitólogos Johan Bäckman e Thomas Alerstam, da Universidade de Lund, na Suécia, acompanharam seus movimentos noturnos com radar. Observaram um padrão de vôo específico que as mantém numa região restrita, segundo um artigo na revista científica alemã Bild der Wissenschaft. Elas voam grandes altitudes, até uns 3.000 metros , e depois diagonalmente contra o vento, mudando de direção a cada poucos minutos. Manter esse padrão rítmico faz com que se movimentem o tempo todo, de um lado para o outro do seu território. Observou-se também que, quando os ventos diminuem de intensidade, elas voam em círculos, dormindo.
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Periquitos acham lindos cores bem viva
Como o periquito-australiano escolhe uma parceira? A resposta pode estar no brilho das penas bem coloridas, que contêm uma substância química que absorve a luz ultravioleta e a reflete em um comprimento de onda mais longo. Com isso as penas adquirem um brilho vermelho-amarelado fluorescente. O Dr. Justin Marshall da Universidade de Queensland, Austrália, e sua equipe, aplicaram filtro solar nas penas dos periquitos-australianos selvagens, reduzindo assim o efeito fluorescente. “As aves com as penas sem brilho se tornaram menos sedutoras aos olhos do sexo oposto”, disse o artigo no jornal The Sydney Morning Herald. Marshall acha que o brilho intenso deve indicar que a ave é de alta qualidade. Há outras criaturas com substâncias fluorescentes no corpo, mas segundo ele, o caso do periquito ‘é o primeiro no reino animal em que se constata o uso da fluorescência’, relatou o jornal.
Aos Olhos De Uma Ave
As cores vivas e muitas vezes iridescentes das penas fascinam os humanos. Mas as penas podem ser ainda mais atraentes para as próprias aves. Algumas têm quatro tipos de cones ópticos que detectam as cores, ao passo que os humanos só têm três. Essa capacidade visual extra permite que as aves detectem a luz ultravioleta, invisível para nós. O macho e a fêmea de algumas espécies de aves parecem iguais aos olhos humanos, mas o modo como as penas do macho e da fêmea refletem a luz ultravioleta é diferente. As aves conseguem perceber essa diferença, o que talvez as ajude a identificar potenciais parceiros.
O vôo das aves requer mais do que penas
A perfeição das penas é só um dos problemas que os evolucionistas enfrentam, pois praticamente todas as partes da ave são projetadas para o vôo. Por exemplo, ela tem ossos leves e ocos, um sistema respiratório com uma eficiência fora do comum e músculos próprios para bater e controlar as asas. Tem até mesmo vários músculos para controlar a posição de penas individuais. E todos esses músculos são ligados por nervos ao pequeníssimo, mas espantoso, cérebro da ave, que é pré-programado para controlar todos esses sistemas de modo simultâneo, automático e preciso. De fato, além das penas, todo esse conjunto incrivelmente complexo é necessário para o vôo.
As várias funções das penas
A penugem de pó e finas penas compridas chamadas filo plumas ficam distribuídas entre as penas de contorno de muitas aves. Acredita-se que sensores na base das filo plumas alertem a ave de qualquer problema em suas penas externas e que até mesmo a ajudem a avaliar sua velocidade de vôo. As barbas da penugem de pó — o único tipo de pena que nunca pára de crescer nem passa pelo processo de muda — se desintegram formando um pó fino que supostamente contribui para a impermeabilização da plumagem da ave.
Entre outras funções, as penas protegem as aves do calor, do frio e da luz ultravioleta. Por exemplo, os patos marinhos parecem suportar bem os gélidos ventos oceânicos. Como? Debaixo da sua quase impenetrável cobertura de penas de contorno fica uma camada espessa de penas macias e felpudas chamadas penugem lanosa, que pode ter até 17 milímetros de espessura e que cobre a maior parte do corpo do pato. Essa penugem natural é um isolante térmico tão eficiente que nenhum material sintético já inventado se compara a ela.
As penas acabam se desgastando e então as antigas caem e nascem novas durante o processo de muda. Na maioria das aves, a muda das penas das asas e da cauda ocorre numa ordem previsível e equilibrada, mantendo assim a capacidade de vôo.
Considere o falcão e a águia
Os falcões ‘voam muito alto e estendem suas asas ao vento’. Citando o falcão-peregrino como a ave que voa mais rápido, o Guinness — O Livro dos Recordes diz que ele “é a mais rápida criatura viva, quando se arremessa de grandes alturas sobre uma presa em seu território”. Essa ave já chegou a atingir a velocidade de 349 quilômetros por hora ao descer num ângulo de 45 graus!
Aves que voam alto
No dia 9 de dezembro de 1967, um piloto de avião avistou um bando de cerca de 30 cisnes-bravos voando em direção à Irlanda a uma incrível altitude de 8.200 metros . Por que estavam numa altitude dessas, onde a temperatura do ar é de aproximadamente 40 °C abaixo de zero? Porque além de evitar as constantes e repentinas tempestades de neve em altitudes mais baixas, eles também aproveitavam uma corrente de vento que os fazia voar a cerca de 200 quilômetros por hora. Estimou-se que as aves completaram seu vôo de 1.300 quilômetros da Islândia à Irlanda em apenas sete horas.
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
“Dinossauros evoluíram em aves”?
As aves são animais de sangue quente, os répteis são animais de sangue frio; as aves incumbam seus ovos, os répteis não; as aves possuem penas, os répteis, escamas; as aves possuem ossos ocos, os dos répteis são sólidos; as aves possuem mecanismos de refrigeração, os répteis não; as aves possuem um coração tetracamaral, os répteis, um tricamaral; as aves têm uma siringe para o canto, os répteis não a possuem.
Mortífero Comércio De Aves
Culpa-se o comércio de aves silvestres pela morte, todo ano, de milhões de aves — os cálculos chegando a atingir cem milhões de mortes. “Há uma taxa de mortalidade de, pelo menos, cinco aves silvestres capturadas para cada uma vendida viva”, afirma a revista sul-africana Personality. Para a captura de aves exóticas, alguns negociantes abatem árvores que abrigam ninhos e apoderam-se dos filhotes que conseguem sobreviver à queda. Outro método é atirar em um bando de aves com ‘chumbinhos’ e pegar as aves que caiam ao chão, com pequenos ferimentos nas asas. Daí segue-se a tarefa de manter vivas as aves e de transportá-las por via aérea a países distantes, aonde não raro chegam mortas. Que lucro poderia isso dar? Explica Personality: “Calcula-se que o número de aves negociadas, segundo estimativas conservadoras, seja de cerca de 5 milhões por ano. Mas este total não inclui o enorme número de aves contrabandeadas. . . Os apreciadores e os colecionadores de aves dispõem-se a pagar até US$ 250.000 por espécies cobiçadas, mas protegidas por lei.”
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
De Olho Nos Predadores
Os olhos das aves são ao lado da cabeça para que rapidamente possam ver um possível predador, vindo de qual quer direção. Esta posição permite que antecipem todos os perigos de maneira privilegiada, sem a necessidade de olhar para trás. Permitindo as aves maior agilidade para uma fuga de urgência e um melhor controle do ambiente.
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