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domingo, 13 de maio de 2012

Pingüins Perdem o Rumo


 De vez em quando um ou dois pinguins extraviados aparecem nas praias do sul do Brasil, sendo trazidos por fortes correntes. Em julho último, 81 pinguins deram a uma praia próxima de Florianópolis, Santa Catarina, e começaram de imediato a receber cuidados da parte de várias organizações de pessoas que gostam muito dos animais. Debilitados pela maratona de quase cinco mil quilômetros desde a Patagônia, seu habitat natural, muito sujos de óleo e portando vermes e sofrendo diarreias, receberam o melhor tratamento possível. Foram feitos arranjos de reconduzi-los para o alto-mar, assim que as correntes fossem favoráveis ao seu retorno ao lar.

Aves inteligentes


    Pesquisas recentes mostraram que “as aves surgiram como rivais de chimpanzés e golfinhos, na disputa pelo título de animal mais inteligente”, declara o jornal The Sunday Times, de Londres. Uma equipe da Universidade de Cambridge, Inglaterra, fez um buraco na lateral de um tubo transparente, montou-o em sentido horizontal em outro tubo, com o buraco virado para baixo, e colocou alimento dentro dele, perto do buraco. Os primatas tentaram empurrar o alimento, deixando-o cair dentro do buraco. Mas o tentilhão-pica-pau, usando um pauzinho, puxou o alimento para fora sem deixá-lo cair. Antes disso, pesquisadores da Universidade de Oxford, Inglaterra, haviam observado Betty, uma fêmea de corvo da Nova Caledônia, fazer ganchos de fio usado para amarrar plantas em jardins e adaptar o formato do gancho para uma atividade específica — algo que, segundo se sabe, os primatas nunca fizeram. Essas descobertas “contradizem a sabedoria aceita há anos”, de que só os primatas são capazes de fabricar ferramentas, comenta o The Times.


sábado, 12 de maio de 2012

Problemas com condores adolescentes


  O condor da Califórnia [Gym- nogyps californianus] — uma ave necrófaga gigante, quase extinta neste século — apresenta desafios especiais para os preservacionistas que tentam devolver à natureza condores criados em cativeiro. As aves, soltas quando adolescentes, estão “na fase exploratória em que querem experimentar tudo”, diz certa conservacionista citada na New Scientist. A falta de medo de humanos e de cabos de eletricidade custou a vida ou a liberdade de vários condores. Portanto, os conservacionistas inventaram novas táticas para criar os filhotes de condor. Dão pequenos choques na ave para ensiná-la a evitar cabos de eletricidade. Para que elas aprendam a ser ariscas, os criadores ficam fora da vista do condor, exceto quando ocasionalmente várias pessoas correm de repente em sua direção, capturam a ave e a seguram com as costas no chão. “Os condores odeiam isso”, comenta a New Scientist, e acabam aprendendo a evitar as pessoas. Até o presente, a idéia tem tido certa medida de êxito.

Comunicação entre as aves


  Algumas espécies de ave começam a se comunicar antes mesmo de nascer. Por exemplo, a codorniz bota até oito ovos, um por dia. Se todos os ovos se desenvolvessem no mesmo ritmo, eles eclodiriam durante um período de oito dias. A mãe teria então a difícil tarefa de cuidar dos filhotes ativos, de até uma semana de vida, e ao mesmo tempo chocar o ovo não eclodido. Mas, em vez disso, os oito filhotes saem dos ovos num período de seis horas. Como isso é possível? Um fator importante, dizem os pesquisadores, é que os embriões da codorniz se comunicam um com o outro de dentro dos ovos e, de alguma forma, “combinam” nascer quase que ao mesmo tempo.
  Quando as aves ficam adultas, em geral é o macho de cada espécie que canta. Ele faz isso especialmente na época do acasalamento para marcar seu território ou atrair a fêmea. Cada um dos milhares de espécies de ave tem seu próprio idioma, por assim dizer, e isso ajuda as fêmeas a identificar os machos de sua própria espécie.
  As aves cantam principalmente de manhã cedo e no final da tarde, e por um bom motivo. Há menos vento e menos barulho nessas horas. Os pesquisadores descobriram que de manhã cedo e no final da tarde o canto das aves pode ser ouvido até 20 vezes mais longe do que no meio do dia.
  Apesar de geralmente serem os machos que cantam, tanto machos quanto fêmeas emitem uma variedade de chamados, ou gritos, que têm significados diferentes. Por exemplo, os tentilhões têm um repertório de nove chamados. Eles emitem um tipo de chamado para avisar de uma ameaça vinda do ar — como, por exemplo, uma ave de rapina que está rondando —, mas emitem outro para avisar de uma ameaça que vem por terra.

domingo, 25 de setembro de 2011

Gatos e pássaros


Pesquisadores estimam que só em Wisconsin, EUA, os gatos domésticos matem mais de 19 milhões de pássaros por ano. Um estudo na Grã-Bretanha mostra que 5 milhões de gatos domésticos matam todo ano uns 20 milhões de pássaros. Num esforço de deter a matança de pássaros raros, as autoridades municipais de Sherbrooke Shire, na Austrália, ordenaram que os moradores mantivessem os bichinhos de estimação dentro de casa durante a noite, ficando sujeitos a uma multa de 100 dólares em caso de infração. Nos Estados Unidos, nascem uns 35.000 gatos por dia. Mas, como diz a revista National Wildlife, o “estudo realizado em Wisconsin constatou que 94 por cento dos donos de gatos queriam pássaros canoros em sua propriedade e 83 por cento queriam aves de caça; no entanto, apenas 42 por cento estavam dispostos a reduzir o número de gatos para beneficiar essas espécies selvagens”.

Ave descoberta após a destruição de seu habitat

Na Venezuela, quando a ilha Carrizal — ilhota deserta no rio Caroni — foi desmatada para a construção de uma represa, descobriu-se um novo espécime de ave, relatou The Daily Journal, de Caracas. Era um pequeno fringilídeo sarapintado de azul, que vivia nos densos bambuzais impenetráveis da ilhota. Ele foi encontrado entre os espécimes de aves recolhidos antes de se remover as árvores e o restante da vegetação. Naturalistas esperam encontrar mais espécimes dessa ave em outros habitats vizinhos. Mas nesse meio tempo, disse o pesquisador Robin Restall, “estamos felizes de ter descoberto o semente iro, mas frustrados de saber que destruímos o seu habitat, ou esconderijo, de longa data”.

Mergulho na neve!

Várias aves aproveitam a propriedade isolante da neve para se manterem aquecidas enquanto descansam durante o dia ou dormem à noite. Entre elas estão à galinha-do-mato, o galo-lira, o lagópode e pássaros como o pintarroxo, o pilro-chilreiro e o pardal. Se a camada de neve for alta e macia, algumas aves mergulham nela, como uma ave marinha mergulha na água. Essa estratégia engenhosa não deixa nenhum rastro para predadores verem ou farejarem.
Uma vez dentro da neve, as aves escavam um abrigo horizontal de até 90 centímetros de comprimento, chamado kieppi em finlandês. Durante a noite, ventos apagam da superfície da neve quaisquer sinais de vida debaixo dela. Quando pessoas saem para fazer uma caminhada e chegam bem perto de uma dessas tocas aviárias, o ruído das pisadas alerta as aves. A resultante explosão de neve e o bater frenético de asas, a apenas alguns passos de distância, podem dar um bom susto em qualquer pessoa que caminha por ali.

Dormem com um olho


Uma notícia no abertoToronto Star mencionou que os cientistas há muito sabem que as aves podem, de vez em quando, espiar com um olho enquanto dormem o que serve para protegê-las de predadores. Novas descobertas indicam que as aves podem decidir se querem dormir com todo o cérebro ou mantiver um hemisfério acordado para orientar o olho que fica espiando. Estudos com patos selvagens que dormiam enfileirados revelaram que os patos no fim da fila passavam um terço do período de sono com metade do cérebro. acordado. Os que estavam no meio da fila só passavam 12% do tempo meio acordados. Parece que “quando a situação é arriscada, as aves dormem com mais freqüência com apenas metade do cérebro”, diz o professor Niels Rattenborg, da Universidade Estadual de Indiana, EUA.

O pombo

O pombo é forte, voador veloz, capaz de atingir velocidades superiores a 80 km/h. Seu instinto de retornar à casa faz com que desde tempos remotos seja usado para levar mensagens. Diferente de navegadores humanos que precisam usar cronômetros e sextantes para determinar a sua posição, os pombos-correio sabem quase que instantaneamente — à base de sua sensibilidade ao campo magnético da terra e pela posição do sol — em que direção voar, mesmo se forem libertados em território estranho a centenas de quilômetros de seu ponto de origem. Eles levam automaticamente em conta a trajetória do sol no céu, de modo que seu ângulo de vôo não erra.
Tão comum quanto galinhas em muitas partes da terra, os pombos diferem das aves domésticas não apenas na sua habilidade de voar, mas também na sua estrutura e em serem monógamos. Diferente do galo, o fiel pombo ajuda a fêmea na construção do ninho e na incubação dos ovos. Os pombos diferem de todas as outras aves na sua forma distintiva de alimentar os filhotes com o “leite de pomba”, um líquido leitoso produzido no papo das aves. Os filhotes de pombos, chamados de borrachos, são comumente usados como alimento em muitos países.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

O olho da águia


NA ESPANHA, na Alemanha, no Brasil e em outros países, diz-se que um homem de grande visão tem visão de águia ou é águia (vista de águila; Adlerauge). São expressões proverbiais com muito fundamento e que vêm de longa data. Há três mil anos.
Sobre o alcance da visão da águia, o livro The Guinness Book of Animal Records (Livro Guinness de Recordes de Animais) explica: “Em condições ideais, a águia-real (Áquila chrysaetos) consegue detectar os mínimos movimentos de um coelho a mais de dois quilômetros de distância.” Mas há quem creia que a águia enxergue mais longe ainda.
A acuidade visual da águia-real se deve em primeiro lugar aos dois olhos enormes que ocupam grande parte da cabeça. A obra Book of British Birds (Livro das Aves da Grã-Bretanha) observa que, ‘se os olhos da águia-real fossem maiores, seriam pesados demais e prejudicariam o vôo da ave’.
Em segundo lugar, a acuidade visual da águia se deve ao fato de o seu olho ter cerca de cinco vezes mais células fotorreceptores do que o olho humano — por volta de 1.000.000 de cones por milímetro quadrado, comparados com os 200.000 do olho humano. E como praticamente cada uma dessas células está conectada a um neurônio, o nervo ótico da águia, que transmite os estímulos do olho para o cérebro, contém o dobro de fibras do olho humano. Não é para menos que essas criaturas tenham uma percepção tão nítida das cores! E por último, há mais uma característica do olho da águia que supera em muito o olho humano. O olho das aves de rapina, assim como o de outras aves, é dotado de uma lente possante com capacidade para ajustar o foco rapidamente entre objetos a curta e a longa distância.
À luz do dia a visão da águia é imbatível, mas à noite não há como superar a visão da coruja — ave de rapina noturna dotada de olhos com numerosos bastonetes sensíveis à luz e um cristalino com superfície muito grande. É por isso que, à noite, a visão dela é 100 vezes melhor do que a dos humanos. Mas nas raras ocasiões em que há ausência completa de luz, a coruja passa a depender totalmente de sua audição aguçada para conseguir localizar a presa.